Opinião: Antes do Metrô, tem que aprender a operar o ônibus

Época de eleições municipais chegando e a tática para mendigar votos em Taboão da Serra é sempre a mesma: Metrô na cidade.

Seja eleições municipais como as que estão para acontecer daqui a pouco mais de um ano, como estaduais/federais, a tática para arrancar votos dos Taboanenses que estão de saco cheio de tanto congestionamento é sempre a mesma: Metrô na cidade.

São mais de 15 anos com a mesma promessa e coincidentemente, com o mesmo período que a cidade cresceu em nível populacional, impulsionada pela inauguração de grandes condomínios, fazendo assim, que o trânsito que sempre foi caótico, ficasse cada vez pior.

A questão é: Como instalar Metrô em uma cidade que o ápice de seus trabalhos em prol da mobilidade urbana de massas foi colocar pedaços de madeira pintados de amarelo e com escrita “Ônibus” identificando pontos de embarque e desembarque em calçadas? A realidade está em baixo de qualquer nariz: Não temos espaço, competência política e expertise para receber uma malha metroferroviária, por mais que isso esteja entre os planos de mobilidade estaduais que demoram décadas para serem completados.

Um povo que está cansado de promessas vazias e que apenas espera a funcionalidade do que já tem e que não precisa de muito para ser feito, precisando apenas de políticos que saibam fazer aquele que prometem e esteja dentro da nossa realidade, aplicada a um pouco de boa vontade e bom senso. O problema aqui, é que o mesmo povo que se cansou, se acomodou com o que tem e vai se virando com o que aparece, sem levar em conta o que isso pode gerar futuramente.

É necessário mudar o sistema de linhas municipais, que é ultrapassado e não colabora para uma boa rotatividade e cumprimento de seus horários, fazendo assim, com que os passageiros migrem para outros modais, como o UBER que vem fazendo a festa na cidade por oferecer tarifa competitiva e atrativos ao cliente final onde em recente pesquisa divulgada, mostrou ser o maior absorvedor de demandas que antes, optava pelo ônibus. Ampliar as possibilidades de deslocamento e integração entre linhas e o principal: subsidiar o sistema.

Calçadas retas para facilitar a locomoção das pessoas, melhorar o nível de asfalto em vias principais, faixas exclusivas que beneficiem o transporte coletivo por ônibus, bilhete único, remodelação das linhas, subsídio para ajudar a manter a saúde financeira do sistema e até mesmo, possibilidade de isenção fiscal de impostos para itens imprescindíveis na operação.

Itens simples, que trarão grandes resultados e que podem ser facilmente colocados em prática, afinal de contas, parcerias estão ai para isso.

Mas não é apenas a ausência de poder público que colabora para uma rede de transporte defasada, mas outras ações que depende de quem opera. Não é pelo fato de que o poder público não está ausente como deveria no transporte da cidade, que a frota por exemplo, deve ser mal cuidada como é atualmente.

É menos tapinha nas costas e mais ação técnica, pois precisamos de atitude. Ou assim como outras cidades país afora, o sistema de ônibus estará fadado ao fracasso em tempo recorde.

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